sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

O que dizem por aí sobre o fim do mundo

VISÃO DE QUEM ACREDITA:

Há três anos ele passa boa parte de seus dias embaixo de viadutos de São Paulo. Mas há nove meses compõe a paisagem eclética do vão do Masp, na Avenida Paulista. Assim como o chão de pedras irregulares do local e as piscinas de água turva do prédio arquitetado por Lina Bo Bardi, Danilo de Matos quase nunca é notado pela multidão apressada. Seus panfletos, em geral, são recusados, enquanto os banners que prenunciam o fim dos tempos conseguem, com sorte, um rápido olhar.
Em um deles, desenhos maias e campos de trigo com geoglifos dividem espaço com um pedido a Dilma Rousseff: “Presidenta, salve-nos nas montanhas. O nosso planeta está sob ataque solar”. O prazo para o fim dos tempos seria 21 de dezembro de 2012, quando o alinhamento dos planetas da Via-Láctea despertaria uma série inimaginável de catástrofes que levariam a humanidade a uma rápida extinção. “A minha preocupação é não termos comida em cima das montanhas e as pessoas ficarem sem norte com o que vai acontecer”, profetiza com ar sereno, testa franzida.
Engana-se quem pensa que a tese apocalíptica de Matos partiu tão somente do calendário maia, em moda desde o blockbuster de Hollywood estrelado por John Cusack. Após encontrar na Bíblia sinais de que o mundo se aproximava do fim, o ex-motorista de 49 anos pediu demissão e “entrou de cabeça” nos estudos em busca de provas para sua interpretação do texto sagrado dos católicos. Encontrou eco na internet para decodificar símbolos maias e descobriu que vivemos, na verdade, em um universo paralelo. Mas sua tese consolidou-se mesmo com a junção de elementos das culturas inca e asteca, além de trabalhos de Nostradamus e físicos e químicos reconhecidos. Já embasado, concluiu que a Terra será destruída inicialmente pelo Canadá, EUA e Rússia. “Mandei um e-mail para o Obama.” Ainda não obteve resposta, embora possa ter despertado um alerta antiterrorismo na Casa Branca. Não há sinal de que Dilma tenha tomado ciência de seu pedido.
Matos é sempre solícito. Não se abala nem com as piadas de um morador de rua sobre a precisão de suas previsões. Enquanto entrega um panfleto a um artista de rua, expõe um complexo raciocínio, segundo o qual, em breve, o Sol despejará na Via-Láctea uma coroa de gás a 2 mil graus. O calor provocará a explosão do planeta Vênus e a fusão de Mercúrio ao astro luminoso, tornando-o negro para poupar a Terra de um final trágico. Como resultado da explosão seremos lançados à órbita próxima de Marte, mas sem a Lua. Pairaremos, então, no Universo sem girar. Na escuridão, a Terra será ainda atingida por dois asteroides: um no Pacífico e outro no Canadá, provocando tsunamis com dezenas de quilômetros de altura. Daí, o refúgio ideal serem as montanhas de Minas Gerais, rumo à sempre mística Brasília. “Até em São Bernardo vem água.”
É preciso estar preparado para a vida nas montanhas. Esta será a última morada dos seres humanos, um entreposto para uma transformação física e espiritual divina provocada pela liberação da massa de Vênus. “Somos clones de seres avançados que nos colocaram neste universo para nos desenvolvermos até o ponto de retornarmos ao mundo original, onde seremos sóis eternos.” Antes é necessário cuidado com os alimentos. Em meio à catástrofe desse cenário, poderemos viver apenas de sardinha em lata e mel. “Durante a modificação, que durará cinco meses, quem beber água e comer legumes vai virar pedra. É preciso alertar isso.” A explicação vem de uma passagem da Bíblia que relata Jesus Cristo, após a ressureição, se alimentando de peixes e favos de mel.
Com olhar penetrante, Matos diz que vivemos em um universo onde as coisas ainda não aconteceram, mas seres de outro tempo já sabem do nosso destino. E os maias tiveram a oportunidade de ter contato físico com tais criaturas, de quem tiraram sua fonte de conhecimento sobre o nosso planeta. A espaçonave deles permaneceria submersa no oceano, em algum lugar no México. Dos maias, o ex-motorista retorna aos sinais encontrados na Bíblia. O alinhamento é um portal indicado no Livro do Apocalipse. Logo, quando uma cruz surgir no céu no momento final, ela será Jesus a se sacrificar pelos homens. “O que está escrito na Bíblia, o sacrifício de Cristo, é uma alegoria que ainda não aconteceu.”
Ao som do intenso trânsito no entorno do Masp, o estudioso do livro milenar revela que Deus escondeu essa informação nas páginas daquela relíquia, mas não entende por que, em um mundo com 7 bilhões de indivíduos, foi o único a compreender a mensagem. “Tive que despertar antes para mostrar que vocês não estão no mundo real. Eles mandaram um mensageiro do apocalipse.”
Mesmo assim, pelo chamado divino, sua mensagem não chega a quem deveria. “Sou um alien aqui dizendo que haverá um superfuracão e tempestades solares.” O rosto marcado entristece quando lembra ter estudado desde física básica ao big-bang para buscar uma saída que salvasse seus três filhos. Avisou aos irmãos e passou a alertar os demais com os materiais produzidos com o dinheiro de sua indenização trabalhista. Acabou, porém, afastado da família. “A mente humana está em uma caverna, não vê que existem outros povos lá fora. Todos se selaram em seus mundos.”
Os seres humanos, diz, são céticos com o “absolutismo de que não vai acontecer nada”, mas garante: tudo estará provado em 21 de dezembro. Até lá, Matos não desiste da tarefa de tentar acordar seus semelhantes. “Você pensa que está em uma realidade, mas e se ela for transitória? Então, não é realidade, é ilusão.”
VISÃO DE QUEM NÃO ACREDITA:

O calendário Maia

A maioria dos calendários Maias era de duração curta. O calendário de Tzolk’in durava 260 dias e o de Haab’ aproximadamente o ano solar de 365 dias. Os Maias então combinaram ambos, Tzolk’in com Haab’ para formar o “Calendário Circular”, um ciclo durava 52 Haab’s (aproximadamente 52 anos, isto é, aproximadamente a duração de uma geração). Dentro do Calendário Circular havia uma trezena (ciclos de 13 dias) e uma vintena (ciclos de 20 dias). Obviamente, este sistema seria só de uso quando se levassem em conta os 18.980 dias únicos ao longo de 52 anos. Em adição a estes sistemas, os Maias também tinham o “Ciclo de Vênus“. Sendo os Maias atentos e precisos astrônomos, eles formaram um calendário baseado na localização de Vênus no céu noturno. Também é possível que tenham feito o mesmo com outros planetas do Sistema Solar.
Usar o Calendário Circular é genial se você só quer lembrar a data de seu adversário, os períodos e datas religiosas significativas, mas, e para registrar a história? Não havia forma de registrar datas mais velhas que 52 anos.

O final da Contagem Longa = o final da Terra?

 A Profecia Maia está completamente baseada na suposição de que algo de mal irá suceder quando o calendário da Contagem Longa Maia se acabe. Os expertos estão divididos sobre quando se acaba a Contagem Longa, mas como os Maias usaram números 13 e 20 como sistemas numéricos, o último dia que poderia ter lugar seria o 13.0.0.0.0. Quando ocorrerá isto? Bem, 13.0.0.0.0 representa 5126 anos e a Contagem Longa começa em 0.0.0.0.0, o qual corresponde à data moderna de 11 de agosto de 3114 a.C. Notou o problema? A Contagem Longa Maia finaliza 5126 anos depois, em 21 de dezembro de 2012.

O “Fim do Mundo”?

Algumas das ameaças espaciais mais populares sobre a Terra e a humanidade se concentram nos impactos de meteoritos, buracos negros, o Planeta X destruindo a  maior parte de vida, tempestades solares assassinas, explosões de raios gama de galáxias próximas ou supernovas, uma rápida idade do gelo próxima e uma inversão nos pólos magnéticos da Terra. Há muitos rumores contando que estas coisas irão acontecer em 2012 e é surpreendente quantas conseqüências têm gerado na população. Cada uma das “ameaças” acima citadas necessitaria de um artigo específico para mostrar por que não há provas que as apóiem.
Mas o fato permanece, A Profecia do Dia do Juízo Maia está puramente baseada em um calendário o qual acreditamos que não tenha sido projetado para calcular datas mais além de 2012. Os arqueólogos e astrônomos estudiosos sobre os Maias também têm debatido se a Contagem Longa está desenhada para reiniciar-se a 0.0.0.0.0 depois de 13.0.0.0.0, ou se o calendário simplesmente continua até o 20.0.0.0.0 (aproximadamente 8000 d.C) e logo se reinicia. Como Karl Kruszelnicki escreve brilhantemente:
“…quando um calendário chega o final de seu ciclo, simplesmente passa para o ciclo seguinte. Em nossa sociedade ocidental cada ano o 31 de dezembro está seguido, não pelo final do mundo, mas pelo dia 1º de Janeiro. Por que o 13.0.0.0.0 no calendário Maia será seguido por o 0.0.0.0.1? – ou pela boa e antiga data de 22 de dezembro de 2012, poucos dias antes do Natal”. – Extrato de “Grandes Momentos da Ciência” do Dr. Karl.
Leia mais em: http://eternosaprendizes.com/2009/01/26/2012-nao-havera-juizo-final/

VISÃO DA NASA:


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